





Já era final do dia, quando saltamos na parada perto do Luvre. O lugar, por si só, já é impressionante. Não sei explicar, mas é algo misterioso que não te passa receio e sim alegria de poder estar ali. Lá, precisávamos de outra foto... estava um por-do-sol maravilhoso.
Um casal japonês foi a próxima "vítima". Como estamos sem máquina fotográfica, o Ro pede, educadamente, para a pessoa tirar uma foto nossa e enviar por email, entregando assim, seu cartao pessoal. Vexame total, mas que tem funcionado muito bem. Isso mesmo, "tem funcionado", pois já se passaram 2 meses e nós, ainda, não temos máquinas, porém, continuamos conquistando algumas!!!
Depois de um dia bem cansativo, nao lembro se comemos de novo, mas provavelmente sim... o que?? nao me lembro... Dormimos. O Ro pegaria o avião no dia seguinte de manhã e eu à tarde. Paris, linda de verdade.

Dormimos tranquilos depois do nosso primeiro dia em Paris!

O cinema nacional clama por reconhecimento, patrocínio e prestígio.
Temos grandes profissionais, atores, roteiristas, diretores. Imagino que a questão “investimento” deva podar grandes sucessos. Porém, a boa vontade, a credibilidade, o profissionalismo conseguem transpor essa pequena barreira.
É o caso de “O Cheiro do Ralo”. Baseado no livro do cartunista Lourenço Mutarelli, o filme dirigido por Marçal Aquino e protagonizado por Selton Mello custo pouco mais de R$ 300 mil reais.
No começo me chamou atenção o figurino, a fotografia, o cenário de uma São Paulo castigada pelo tempo, esquecida pelo governo e que castiga a todos que nela moram.
Dois elementos são o foco do filme, o fedor que vem do ralo do banheiro e, a importância nacional, a bunda da mulher brasileira!
O filme ganhou alguns prêmios, como o merecido “melhor ator” a Selton Mello no Festival do Rio 2006 e outro na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, também no final de 2006 quando recebeu o prêmio de melhor filme e menção honrosa a todo o elenco.
Este, sinceramente, não consegui entender.
Com o desenrolar do filme me senti perturbada. Não pelo o que o filme quer perturbar: a ignorância e indiferença como a personagem de Selton trata seus possíveis clientes, o valor dado por ele a cada objeto, a menina viciada que vende coisas casa para conseguir dinheiro para comprar mais drogas...
Fiquei perturbada pelo mal gosto. Pela importância dada às coisas e a falta de mensagem do filme. Li muitas críticas positivas sobre ele, mas não consigo analisa-lo dessa maneira.